Fundada em 2005 com a finalidade de atuar em um segmento em construção no Brasil e no mundo, a rastreabilidade de produtos. A preocupação crescente com segurança alimentar e consumidores cada vez mais exigentes quanto à qualidade e procedência dos produtos a serem consumidos, torna-se imprescindível a construção de processos para tornar possível um RECALL ou mesmo o acesso pelo consumidor ao “caminho percorrido pelo produto”.

Hoje em dia é comum ficarmos sabendo pelos jornais de novas doenças que põem em risco a saúde do Homem e que são transmitidas pelos produtos de origem animal. Doenças como a Encefalopatia Espongiforme Bovina (Doença da vaca louca) ou a gripe aviária preocuparam autoridades e produtores em diversas regiões do globo. Devido à confirmação dos focos de FEBRE AFTOSA em Mato Grosso do Sul e Paraná em 2006, os russos suspenderam as importações de carne bovina e suína, esses embargos comprometeram os setores da economia e fizeram as exportações caírem 12% com o embargo da Rússia (Globo Rural, Janeiro/2007 – n.255).

No início de 2002, decisões dos EUA e da Comunidade Européia suspenderam a importação de mel da China devido aos altos índices de resíduos de drogas veterinárias encontrados no mel oriundo daquele país (EMBRAPA, 2003).

O baixo consumo interno do mel no País, no entanto, levou o Brasil a exportar em 2004, 65% do que foi produzido. Um dos principais mercados consumidores do mel brasileiro, a Comunidade Européia, impôs no dia 17 de março  2006, um embargo ao produto do Brasil, alegando falta de controle e monitoramento de resíduos e contaminantes. A decisão do bloco econômico, que até então absorvia de 70% a 80% das exportações brasileiras de mel, começava a mudar o destino da produção nacional. Apicultores, indústrias e empresas, que investiram na exportação para os países europeus, estão tentando buscar mercados alternativos para escoar a produção (Böhlke  & Palmeira,2006).

No ano de 2007 problemas com as abelhas nos EUA, uma doença nas colônias, preocupou americanos, pois era preciso encontrá-las para recolher amostras e identificar com segurança qual era o problema e como resolvê-lo. Neste mesmo ano a fraude no leite longa vida detectada em duas cooperativas de produtores abre uma discussão em todo setor sobre qualidade do leite produzido no Brasil.

 A necessidade de um sistema de rastreabilidade para controle de produção, logística e segurança alimentar é primordial.

A BMA percebendo essa oportunidade de negócio, bem como a inovação tecnológica que isso representa para construção do um novo setor, vem atuar nos diversos segmentos do agronegócio, integrando informações dos elos das cadeias produtivas, por meio do Desenvolvimento de Sistemas e Procedimentos de Rastreabilidade, orientando, organizando e agregando um diferencial aos produtos brasileiros comercializados. Vem auxiliar na solução de um problema enfrentado por muitos países no mundo. A rastreabilidade dos produtos permite assegurar um nível elevado de proteção da saúde humana e de proteção dos consumidores.